Como acontece com muitos dos melhores rappers da actualidade, também no caso de Valas os primeiros versos e as primeiras gravações surgiram no seu próprio quarto, como primeira resposta à necessidade de se exprimir artisticamente. Mas quando o talento é demasiado evidente, as palavras do rap nunca ficam limitadas às fronteiras de um quarto, acabando por tocar todos os amantes do género. E foi isso que aconteceu com Valas.

Johnny Valas foi, desde sempre, um ávido consumidor de hip-hop, absorvendo a arte de nomes como Sam The Kid, Boss AC, Halloween, Fuse ou VRZ. Apesar destas influências, sempre procurou um estilo muito próprio, o mais original possível, e tem sido assim desde que, em 2009, teve a sua primeira oportunidade para cantar ao vivo, altura em que passou a encarar a música de forma profissional.

Valas tem mostrado o seu talento em vários projectos de sucesso, como o projecto Nébula, em conjunto com o produtor Lhast, ou o grupo Matilha 401, com o qual já deu mais de 100 concertos em Portugal. E 2016 foi um ano importante neste caminho de sucesso: editou “Raízes de Pedras, um disco fiel às suas origens alentejanas, e assinou contrato com a editora Universal, editando pouco depois, já com o carimbo desta multinacional, o bem-sucedido single “As Coisas”.